É bastante comum caminhar por uma calçada pavimentada com pedra portuguesa no Rio e perceber que existe um buraco ou desnível.

No Jornal O Globo de domingo, 16,  o tema é discutido a partir de uma reportagem sobre o projeto da Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente que adota peças de pré-moldado de concreto intertravado para a pavimentação das calçadas. O projeto também prevê a implantação de rotas com piso tátil. Segundo o jornal, há previsão também de canteiros gramados em toda a extensão.

O projeto-piloto será implantado na Praça Serzedelo Corrêa, em Copacabana.

As pedras portuguesas são motivo de amor e ódio. Fazem parte da paisagem e da história do Rio,  mas  mantê-las em bom estado é algo oneroso. É até possível, mas com tantos outros problemas será que vale a pena esse esforço havendo outros meios para garantir uma digna pavimentação de calçadas?

O melhor para a cidade e para a saúde das pessoas seria a padronização da pavimentação das calçadas e esta proposta da SECONSERMA muito me entusiasma.

Tudo indica que a prefeitura manterá as pedras portuguesas em zonas de interesse turístico e histórico como o calçadão da Avenida Atlântica ou a Praça Floriano, por exemplo.

Os custos em manutenção e conservação das pedras portuguesas, somando-se as despesas com tratamentos por conta de quedas e fraturas em unidades de saúde da rede pública municipal mais as ações judiciais contra a prefeitura fazem a conta subir, exigindo sim, que seja dado prioridade a padronização do piso das calçadas por pavimento mais adequado.

As pedras portuguesas são permeáveis, porém existem outros pisos que também garantem a permeabilidade, ao mesmo tempo que possuem menores chances de produzirem desnivelamento. Como a paginação com a pedra portuguesa é feita em pequenas frações, justamente pelo tamanho da pedra, isso contribui para gerar irregularidades no piso com maior frequência.

É claro que nenhum tipo de pavimentação está livre deste problema, mas no caso da pedra portuguesa, basta soltar uma pedrinha para que saia uma atrás da outra.

Sobre a permeabilidade da pedra portuguesa é de se observar que em várias partes da cidade ela é assentada com cimento entre as juntas, dificultando o escoamento da água de chuva.

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