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Foto: Tales Faria

O primeiro vice-presidente do Senado é Jorge Viana, petista do Acre. O senador Jorge Viana assumirá, interinamente, o comando do Senado  e do Congresso Nacional e terá pela frente uma agenda de grande importância para o futuro do país e para o governo federal, que é a aprovação da PEC 55 (ex-PEC 241), a PEC do “Teto dos Gastos”.

Depois do afastamento da presidente Dilma Rousseff, o senador passa a ser o primeiro aliado de Dilma a recuperar uma posição estratégica em Brasília. No entanto, não podemos considerar que o senador Renan Calheiros tenha sido um inimigo da ex-presidente, longe disso, mas o fato de Renan ser do PMDB, o mesmo partido do atual presidente da república,  a eficiência das articulações para a construção de um entendimento são facilitadas.

O presidente Michel Temer, por sua vez, conta com o apoio de senadores experientes para o debate político  e conhecedores do regimento interno do Senado Federal, o que poderá evitar qualquer tentativa de transformar as decisões da mesa do Senado numa trincheira do PT ou partidos aliados contra o governo Michel Temer, que precisa, por uma questão vital, aprovar a PEC 55.

Mas não para por aí. A ascensão de Jorge Viana é apenas mais uma sacudida no tabuleiro político e outras poderão ocorrer por conta dos desdobramentos da operação Lava Jato, que poderá atingir aliados e opositores do presidente Michel Temer, aumentando a tensão política em Brasília.

É por essas e outras que considero que o Congresso deva dar prioridade a agenda econômica e ao pacote anticorrupção, para que o país consiga recuperar o mais brevemente possível o seu equilíbrio fiscal.

A mobilização nacional que tomou o país no último domingo, dia 04, além de desmantelar a narrativa que tentava desqualificar os movimentos de rua, levando a crer que nada mais ocorreria após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, atestou que a pressão da sociedade vai continuar, o que de fato torna-se vital para a operação Lava Jato.