O que eu penso da reforma política?

Tenho visto movimentos a respeito da reforma política, mais uma fase, se assim podemos dizer,  agora em relação ao que se refere ao sistema de lista fechada.

Em 2015, o Congresso discutiu a PEC 352, que trazia vários temas sobre para uma reforma política.  Um dos frutos positivos desse momento foi a aprovação do fim da reeleição.

A respeito do sistema de lista fechada, considero isso um risco. Ainda não fui convencido de que este sistema seja benéfico. Pelo contrário, engessará ainda mais a renovação política.

Votar em partidos ou votar em pessoas?

Considero que o Brasil, com a sua imensa diversidade cultural, regional, ambiental e econômica precisa experimentar o voto distrital. O voto distrital seria, a meu ver, o único caminho para assegurar que o Congresso seja efetivamente menos corporativo, fechado aos temas de interesse nacional.

Uma das críticas que se faz ao Voto Distrital é que os temas nacionais serão relegadas à questões paroquiais. Ora, quem conhece a política na prática sabe que isso já é uma realidade nos bastidores, cujo sinônimo é troca de favores entre Executivo e Legislativo.

A diferença a favor do voto distrital é que os representantes da população serão identificados e sofrerão oposição direta, porque no atual sistema, proporcional, o labirinto criado permite que composições e acordos sejam feitos de maneira que um candidato com reputação duvidosa em uma determinada região do Estado possa ser bem votado em outra, que não o conhece. Além dos acordos que vão desde a formação das chapas até as coligações, pulverizando todo tipo de identificação programática, que por sua vez é reproduzido no Congresso.

E você, o que pensa sobre o voto distrital?